O BRINCAR QUE ABRAÇA A DIFERENÇA
25 DE MAIO A 2 JUNHO
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Piracicaba inclui SMB em agenda de educação; ações reúnem 34 mil crianças

5 de junho de 2019

No início deste ano, a Secretaria Municipal de Educação de Piracicaba organizou atividades formativas para os professores das 135 escolas de sua rede. O objetivo foi despertar o ser brincante em cada professor e refletir sobre o brincar em suas práticas, preparando-os para a Semana Municipal do Brincar, que aconteceria “formalmente” pela primeira vez na cidade, já que em 2018 um decreto incluiu a data no calendário da cidade. “Até então, existiam algumas ações pontuais. Esta foi a primeira vez que abraçamos em rede a Semana. Nas formações, contextualizamos a proposta de tema da Aliança pela Infância para este ano e paramos para pensar que brincar é esse, sobre o uso dos espaços, brincar livre, e não de forma dirigida, discutir tempo e espaço”, explica Priscila Pedrassani, professora de educação física da Secretaria Municipal de Educação.

A SMB contou com programações dos Jogos Escolares, que já acontecem há 13 anos na cidade envolvendo as crianças do 1° ao 5° ano, porém este ano incluíram também as ações para os menores, de até cinco anos, num único evento que atingiu cerca de 34 mil crianças, além de suas famílias e da comunidade escolar de maneira geral. “A Educação Infantil ainda não tinha um marco como esse, uma ação tão grandiosa e com potencial de provocar tantas discussões e reflexões”, comenta Priscila, que fez toda a gestão do projeto, incluindo a atração de parceiros.

Cada escola teve liberdade para organizar sua agenda de atividades conforme seus recursos. E elas capricharam! Em várias, o movimento já acontecia desde a entrada, com pinturas nas calçadas convidando a brincar. Algumas levavam para atividades na praça, para contação de histórias no parque. Outras apresentavam pequenos desafios aos pais para que chegassem à classe dos seus filhos. Em outros casos, os pequenos percorriam o quarteirão em “passeata” disseminando a importância do brincar. “Em uma das escolas que visitei, havia um ateliê com mães costurando fantasias para as crianças. Na outra, foi montada uma trilha sensorial. As escolas também tiveram muita sensibilidade em incluir as atividades para a família no horário de encerramento das aulas, para que os pais pudessem chegar a tempo de participar.”

Entre as crianças maiores, foi possível observar o brincar em contextos esportivos, dançantes, culturais e de jogos, envolvendo cooperação, união, mediação de conflitos e inúmeras aprendizagens entre diferentes idades.

Dentre os comentários mais ouvidos, estão os dos pais, surpresos com quanto tempo fazia que não brincavam livremente; dos professores, que registraram um número muito menor de conflitos ao propor atividades sem tanta rigidez de horário e execução; e das crianças, felizes em poder escolher a atividade que queriam realizar, dentre tantas ofertadas, e  poder brincar livremente com colegas de outras salas e idades.

“Não vamos parar por aqui. A Escola precisa ser viva desta forma. Foi importante também poder transmitir a mensagem de que o brincar não é uma responsabilidade exclusiva da escola. Ficamos felizes com o interesse e alegria das famílias”, encerra Priscila.

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