o brincar que encanta o tempo
de 21 a 28 de maio de 2017

A Semana Mundial do Brincar foi um sucesso! Confira balanço e depoimentos de núcleos

8 de junho de 2017

É bonito de ver o crescimento da Semana Mundial do Brincar. Em sua sétima edição e com o tema “O Brincar que Encanta o Tempo”, este foi o ano com o maior número de atividades inscritas aqui no site da Aliança pela Infância e divulgadas por todo o país. Foram mais de 600 ações em aproximadamente 200 cidades espalhadas por 21 estados.

A agenda entre os dias 21 e 28 de maio de 2017 ficou recheada de atividades para crianças e adultos: fóruns, palestras, debates, mesas redondas, exibições de filmes, apresentações musicais e teatrais, musicalização, cirandas e cantigas de roda, brincadeiras tradicionais, construção de brinquedos não estruturados, piqueniques em praças ou parques, vivências com os elementos da natureza (terra, água, fogo e ar) ou com as estações do ano (primavera, verão, outono e inverno).

A SMB 2017 ainda encontrou (e encantou!) tempo para aparecer em TVs, jornais, rádios e outros meios. Mais de 60 veículos falaram sobre as brincadeiras e atividades, fizeram entrevistas ou enfatizaram o tema e a importância da mobilização. O #brincar também invadiu a internet, com cerca de 4.500 imagens publicadas no Instagram e alcance de mais de 200 mil pessoas no Facebook.

Lembrando que ainda estamos captando dados, imagens e depoimentos para sistematizar toda a beleza e alcance da SMB 2017. Se você fez uma atividade, conta pra gente como foi preenchendo um breve relatório sobre o assunto AQUI. É rapidinho e, assim, mantemos e fortalecemos essa mobilização.

Confira abaixo alguns depoimentos dos núcleos regionais da Aliança pela Infância. E lembre-se: sempre há tempo para brincar — não precisa de hora nem data marcada e vale o ano todo. Então, continue no clima!

SÃO PAULO – SP

Rose Crepaldi

“Sou conselheira da Aliança há alguns anos. Participo ativamente desde muito antes desse compromisso mais formal, brincando, aliançada com outros parceiros do brincar. Tenho acompanhado ao vivo essa caminhada da Semana do Brincar de diferentes lugares pessoais e profissionais, e agora, em 2017, pude inclusive ajudar a construir esse tema tão delicado e multifacetado: o tempo. Por que o tempo? Nessa loucura contemporânea em que vivemos, buscamos fazer as coisas mais rápido e acabamos por fazer de qualquer jeito; saímos mais cedo para chegar atrasados; passamos rapidamente tentando marcar presença; fazemos leitura dinâmica e perdemos a essência da poesia. Uma frenética correria contra o relógio para ganhar tempo. Porém, o tempo não para!

Falar sobre o tempo encantado do brincar na infância, é fazer um manifesto sobre o direito ao tempo de ser criança. É não pensar em fazer coisas com tempo marcado pelo adulto. É ter tempo para descobrir os mistérios dos contos de fada, da arrumação da casinha, da brincadeira de esconde-esconde, o ritmo necessário para pular corda ou passar rápido sem ser tocado por ela. É sentar no chão para dobrar papel e inventar personagens, é sacudir e rodopiar o corpo no ritmo das palmas e das cantigas, é sentir o coração e a sensação do vento no rosto.

Nada melhor do que voltar a ser criança, como fizemos lá na EACH – USP Leste, onde juntamos professores, pesquisadores, alunos e revivemos o tempo de brincar fazendo dobraduras, jogando queimada, taco, rouba bandeira, jogos cooperativos, vendo filmes de brincadeiras tradicionais. Conversamos muito, trocamos experiências e brincadeiras novas e velhas, e constatamos que a cidade precisa ser um lugar que respeite o tempo da infância, que tenha áreas verdes, calçadas largas, bancos e sombras para crescer feliz. O resultado da semana foi o compromisso de continuar brincando e garantindo o direito das crianças brincarem pelo tempo que quiserem!”

HOLAMBRA – SP

Leonor C. Mauad

“Participar da Semana Mundial do Brincar é sempre uma experiência muito especial. O Núcleo de Holambra tem um cuidado para envolver diferentes grupos da Comunidade nas atividades: professores da Rede escolar, Escolas particulares, Pastoral da Criança, Escoteiros, Jornal da cidade e outros grupos são convidados a colaborar. Este procedimento permite envolvimento e engajamento muito interessantes.

O aprendizado é grande. A ajuda de voluntários é o grande desafio. Então, a grande mudança é fazer forte este evento, contando com novos parceiros. Os principais destaques e aprendizados desta edição foram:

– Como ocorreu em anos anteriores, representantes do Núcleo oferecem um “Capacitação” para professores e voluntários sobre jogos e brincadeiras. Assim, tenta-se garantir que nas escolas sejam verdadeiramente desenvolvidas. A experiência nos ensinou que seria fundamental que as Escolas adotassem a Semana do Brincar e, na medida do possível, as escolas são visitadas e os registros, compartilhados.

– Outro destaque acontece na Escola São Paulo, que realiza a “Troca de Brinquedos”. Há toda uma preparação envolvendo Professores e alunos para desenvolver a atividade. É sempre rica e emocionante, porque crianças ainda bem pequenas aprendem sobre a importância do desapego. Percebo que, a cada ano, tem sido menos ‘doloroso’ para os pequenos abrirem mão de brinquedos e receberem outros de colegas e professores.

– Para este ano, também destaco a solicitação por parte do Núcleo para que uma lei seja promulgada pela Câmara, tornando oficial a Semana do Brincar no Município de Holambra. Seguimos o Modelo idêntico ao Município de São Paulo.”

RIBEIRÃO PRETO – SP

Ivã Spolaor

“Para mim, essa Semana Mundial do Brincar foi incrível, minha primeira participação como organizador. Pudemos brincar com crianças de várias regiões da cidade e recebemos sorrisos de todas elas. Conseguimos levar diferentes apresentações durante algumas intervenções, por exemplo: palhaçaria, maracatu, canil da PM. Conseguimos boas parcerias e um total de aproximadamente 70 voluntários, que participaram conosco nessa SMB. Os destaques vão para o carinho do grupo de Maracatu Chapéu de Sol, que fez uma apresentação incrível para as crianças, e também para o Fabiano e a Dani, pela Palhaçaria. Claro que também foi incrível ter a apresentação dos cães da PM: as crianças adoraram vê-los realizando alguns ‘truques’.

Nesse ano, conseguimos atingir em nossas intervenções um número maior que no ano passado, chegando a mais de 450 crianças alcançadas pelas nossas brincadeiras. É uma delícia fazer parte desse movimento tão belo!”

SALVADOR – BA

Nique Pinheiro 

“Saudações lúdicas e criativas! Viver a experiência da Semana Mundial do Brincar este ano foi muito especial. No sábado, dia 27 de maio, fizemos um dia de brincadeiras com as crianças e as mães da escola municipal onde trabalho, aqui em Salvador. Ver sorrisos largos e falas — como ‘me senti criança’; ‘quero mais vezes, viu pró, porque preciso brincar’; ‘me acabei de rir e me joguei mesmo’; ‘esqueci até dos problemas da vida’ —, me faz acreditar que o brincar é o caminho para uma vida de qualidade e mais saudável!

Para abrilhantar a nossa semana, a segunda (29 de maio) foi recheada de crianças brincantes! O que me deixou mais feliz neste ano foi o seguinte: em todos os outros anos, brincamos na rua, mas neste dia estava chovendo muito; tudo já estava organizado por um grupo de monitores de 10 a15 anos, que iriam mediar. Quando cheguei, eles já tinham se organizado para que o brincar acontecesse na escola mesmo. E foi um dia maravilhoso!

O que fica marcado em 2017 é que o brincar partiu da criança para a criança. Mais uma vez, sou grata à Aliança pela Infância, por despertar a chama do brincar!”

Eu gostei de brincar de morto e vivo pois foi massa!” — Raquel, 8 anos

A palhaça que apareceu foi engraçada! Gostei de brincar!” — Eloisy, 8 anos

Gostei que eu brinquei de elástico!” — Carol, 8 anos

Gostei do chicotinho queimado!” — Tatiane, 9 anos

O que mais gostei foi do sorriso das crianças! Que aconteça mais vezes!” — Ivete, coordenadora pedagógica

ALTO PARAÍSO – GO

Luana Villas Boas

“A Semana do Brincar é sempre um momento de alegria para nós. Foi a terceira vez que realizamos; nossa cidade é pequena e temos parceira com a Secretaria de Educação, o que faz com que a semana seja bem divulgada em nossa comunidade. Apesar de pequena, por ser um lugar turístico, recebemos pessoas de todos os lugares do Brasil e do mundo. Neste ano, as atividades foram na praça do skate, um espaço amado pelas crianças e os adolescentes, que foi reinaugurada este ano. É o local público mais central da cidade. Muitas pessoas que passaram quiseram chegar e ficar, além do público que tinha sido convidado. A semana foi super bem acolhida pela comunidade, cada dia teve uma proposta diferente — pintura no chão, encantando o local, capoeira, circo, malabares, contação de histórias —, tudo isso espontâneo, além do que a gente tinha programado — que foram brincadeiras simples, mas que as crianças se envolvem, como: barra manteiga, pula corda, estátua. Realmente, nosso espaço ficou encantado com a presença de tantas crianças de classes sociais diferentes e muitas de outros países. Foi uma integração harmoniosa, muitos manifestaram que gostariam que essa proposta fosse permanente, e não só uma vez por ano. Nós, organizadores locais, finalizávamos o dia com o coração enorme, cheio de alegria, muito bom humor. Nossa criança interior se divertiu também. Aqui em Alto Paraíso, Chapada dos Veadeiros, amamos a Semana Mundial do Brincar!”

SAPIRANGA – BA

Aurea Barbara

“Faço parte da Aliança desde que Ute era gestora. Acredito que na Semana do Brincar somos envolvidos numa energia mágica, quando tudo de bom acontece! Este ano não foi diferente. Fizemos brincadeiras entre mães e filhos, com crianças nativas e turistas no Projeto Tamar. Construímos brinquedos com sucata, em uma escola Estadual, para crianças de uma Escola Municipal. Brincamos na Praça de Açuzinho, com 120 crianças, todas envolvidas no que elas fazem de melhor: brincar! Aqui é Litoral Norte da Bahia, próximo à Praia do Forte. Não tem muita opção para as crianças. Elas ficam esperando, me perguntam ‘D.Aurea, vai ter brincadeira na praça?!’. Por isso que digo que é mágico. Está gravado na ‘alminha’ delas que está próximo! E, de repente, aparece parceria de todo lado: Ganho picolés, pipocas, água… As crianças precisam apenas do espaço!

Os maiores destaques:

– Uma vovozinha brincou de bambolê, pulou corda e disse ‘A senhora vai fazer mais brincadeiras na Praça, quando?!’;

– Após terminar as brincadeiras na escola Municipal Klaus Petrs, um aluno veio ao meu encontro e disse: ‘Tia, me deu uma saudade tão grande da senhora!’. Eu, meio sem entender, perguntei: ‘De onde?!’ – ‘Da escola que a senhora era diretora. Eu era da primeira série e a senhora deixava a gente brincar!’. A voz embargou, fui tomada de grande emoção. Precisa dizer mais alguma coisa?!

Está instituída a SEMANA DO BRINCAR NO CORAÇÃO DE CADA CRIANÇA!”

JUIZ DE FORA – MG

Jacqueline Lopes

“Estar na SMB esse ano foi uma rica experiência. Consolidamos diversas parcerias da Aliança pela Infância com grupos bem distintos, desde a Pró-reitoria de Extensão da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) ao Instituto Dom Orione, que trabalha em contra-turno com meninos de um bairro vulnerável vizinho à UFJF. Integraram a SMB diversos grupos de pesquisa da UFJF ligados ao brincar, e conseguimos dar uma tônica de integrar a comunidade com o saber produzido na universidade, o que foi bem fecundo. Houve também uma conquista política através da parceria de nosso núcleo com o Fórum de Educação Infantil da Zona da Mata, conquistando junto à prefeitura a lei que instaura a Semana Municipal do Brincar no calendário oficial do município. Também conseguimos um bonito vídeo sobre o brincar da diretoria de Imagem Institucional da UFJF — postamos em nosso face do núcleo.
O domingo (28 de maio), Dia do Brincar, foi em parceria com o projeto Domingo no Campus. Mais do que palavras, as fotos falam por si, pois ficaram muito lindas. É emocionante ver os parceiros de diversos grupos chegando, criando seus espaços, um perto do outro (sabe tipo piquenique?), num espaço amplo junto à natureza, e oferecendo seus tempos brincantes. Lindo de viver!

Tivemos grupos da faculdade de Educação, da Faculdade de Educação Física, da Rede Luz com a oficina Reinos da Natureza, do grupo circense Meleka de Jacaré e sua performance, do Roda Dança (Gisa) com suas rodas e cirandas de abertura e encerramento com um artista da sanfona, do Grupai com espaço para bebês, do Licedh com a arvore de livros, da AMMA com os balangandãs, do jardim sensorial, e de um público bem significativo que gostou muito das atividades. Foi muito gratificante ver tantos rostos alegres nesse lindo domingo de sol.

Cursando pedagogia na Federal de Juiz de Fora e integrando há alguns anos o núcleo da Aliança daqui, pude ver o crescimento da Semana. Estou feliz de ter participado esse ano com tantos parceiros e sentir fortalecido o espírito da Aliança, como nos mostra Ute, com a proposta de extensão que é a parte da formação acadêmica que visa devolver à sociedade o que é produzido dentro da universidade. Estou convicta de que conseguimos ofertar a um grande número de pessoas um bom material sobre a importância do brincar. Salve o brincar! Salve a SMB!”

CARMO DA CACHOEIRA – MG

Anália Calmon

“Somos do Núcleo de Carmo da Cachoeira e neste ano fizemos algo diferente para o dia do Brincar. Conseguimos o espaço de uma Escola Pública, uma das maiores da cidade, que se situa num bairro de baixa renda e cujas crianças vivem em situação de risco devido ao trafico de drogas na região. Nos unimos à Casa Luz da Colina e à Fraternidade Humanitária Internacional e fizemos um grande Evento: um encontro lúdico na Escola Municipal Prof. Wanderleia Aparecida do Prado Nascimento. Participaram uma centena de crianças e adolescentes do bairro São José, onde a instituição educativa se encontra localizada, e de outros bairros da comunidade.

Diversas oficinas educativas e recreativas reuniram a atenção dos pequenos sob o tema: ‘Semeando a Nova Vida’, título do evento. Uma equipe de 25 voluntários e monges da Ordem Graça Misericórdia se encarregou de coordenar as atividades desenvolvidas em diferentes ambientes da escola.

Pouco antes das 9 horas do sábado, 20 de maio, os participantes começaram a chegar timidamente, sozinhos ou em pequenos grupos, e vários vieram em companhia da mãe ou de algum outro adulto, que se despediram deles no portão do local para voltar a buscá-los no final do encontro. Um fino e intermitente chuvisco instalou um clima melancólico, convidando à introspecção e à busca do ser profundo. A espontânea alegria infantil, porém, dissolveu qualquer tentação ao recolhimento. Miriam Galvão, coordenadora do evento, explicou que o objetivo foi oferecer às crianças uma opção que os tirasse da rotina de televisão e celular. Com o apoio de lápis de cor, pincéis, pinturas, cartolinas, colas, folhas brancas, tesouras e outros materiais, crianças de todas as idades, jovens e adultos, em harmoniosa integração, deixaram aflorar sua criatividade por duas horas e meia. Um grupo de cinco voluntários trouxe a todos os grupos a magia da música, com animadas canções, acompanhadas por violões. Em uma das salas, houve exibição por projetores de documentários e desenhos animados de conscientização sobre a importância dos Reinos da Natureza e a necessidade de uma relação amorosa com eles. Alguns tomaram contato com o Reino Vegetal, preparando vasos e cultivando sementes de várias espécies. Enquanto isso, na quadra, os participantes se entretiveram com jogos grupais. Tivemos a presença do pipoqueiro da cidade, Sr. Lázaro, que colaborou com a alegria da meninada. O Evento terminou com uma sessão de malabarismo, com um casal voluntário de Florianópolis, para a surpresa das crianças e dos adolescentes.”

Estou bastante surpresa com a maneira como todos, desde os mais pequenos até os maiores, se envolveram desde o início até o fim. É a primeira vez que participo e me alegra ver a resposta que observo, comentou Eduarda Fernandes Crespo, ajudante nas aulas de Artes, na escola Wanderleia.

“É um trabalho muito bom que se que realiza com as crianças, que normalmente não têm uma oportunidade como esta durante o ano letivo, opinou Edison Olimpio, pai de Nicole e Gabriel, dois aluninhos da instituição anfitriã.

Para Michela Christo, uma das monitoras do encontro, a atividade ajudou para que a semente de luz presente no interior de cada participante se desenvolva. Aqui, eles têm a oportunidade de aprender e se exercitar de maneira livre, sem imposições, de trabalhar em equipe, com harmonia, sem ansiedade, esquecendo-se do tempo, disse.

Houve um intercâmbio muito positivo, porque não foram somente os adultos ensinando algo, mas também recebendo deles essa vitalidade que contagiava alegria em um ambiente muito fraterno, considerou Ivana de Freitas Pereira, outra das monitoras voluntárias.

PORTO ALEGRE – RS

Taís Helena

“Ano passado, percebi que que havia pouca movimentação em nossa cidade, que chamasse a atenção das pessoas sobre esta data tão importante. Por isto, pelo segundo ano consecutivo, participamos da Semana Mundial do Brincar. O tema deste ano nos trouxe muitas reflexões sobre o tempo do brincar, sobre o respeito ao tempo da criança ser criança e sobre a participação do adulto nesta relação. Para promover estas reflexões, tivemos a participação da professora Tânia Ramos Fortuna, coordenadora do programa de extensão universitária ‘Quem quer Brincar’, da UFRGS, com a palestra ‘O lugar do brincar em nossas vidas’. Aberta ao público, a palestra proporcionou um resgate, em nós adultos, da criança que um dia fomos. Outra ação, realizada com os jovens da ONG Parceiros Voluntários, foi para sensibilizá-los, falando sobre o tempo e a importância de brincar para que eles multipliquem as brincadeiras nas escolas públicas que atuam como voluntários. Os relatos e observações do grupo de jovens nos emocionou, pois também percebem que a maioria dos brinquedos e brincadeiras da infância atual não estão sendo experiências positivas que deixarão boas lembranças. Para encerrar a semana, os adultos foram convidados a participar das brincadeiras junto com as crianças, ocupando os espaços de brincar, valorizando o que elas fazem de mais importante, que é BRINCAR.

Fazer parte e poder contribuir com um movimento pela infância é muito gratificante. Nos traz a certeza, diante de um mundo tão acelerado — e, consequentemente, a infância também — do quanto precisamos fortalecer e multiplicar estas ações, garantindo o direito das crianças serem apenas crianças.”

ARACAJU – SE

Leonardo Paschoal e Terezinha Paschoal

“A cada edição da SMB, sentimos uma intensificação no movimento por tudo que acontece no entorno: encontros, reencontros, encantos… E também pela cognição e consciência que temos da importância do brincar na fase da infância para o desenvolvimento integral do ser humano. Muita coisa mudou em relação às edições anteriores, inclusive as saídas e entradas de pessoas da gestão, mas o positivo e concreto é sempre a reafirmação de participar do movimento, conscientes de que ele representa resposta para a transformação do panorama que temos hoje em um mundo mais humano e justo no futuro. Em 2014, fundamos o Jardim Arcanjo Raphael (Pedagogia Waldorf), que atende cerca de 20 crianças com idade entre 2 anos e 6 anos. Moramos na Zona de Expansão de Aracaju, ainda com aspectos rurais; temos crianças de várias camadas sociais, pagantes e bolsistas. Além disso, sempre que é possível, abrimos as portas pra Comunidade, a exemplo de Festas Anuais, teatros, eventos, etc.

Celebramos a SMB 2017 aqui no nosso espaço, no dia 26 de maio, convidando outra iniciativa baseada na Pedagogia Waldorf da região, a Escola Jataí, e crianças da comunidade. Apresentamos o teatro de mesa ‘Dona Holla’ ou ‘Mãe Nevada’, uma performance com um conhecido artista circence convidado, e muitas brincadeiras (corda, bolhas de sabão, balanços, escorregadores, gangorras, pernas de pau, etc). No dia 28, no encerramento da SMB, em um dos parques da cidade, reapresentamos ao ar livre e por duas vezes o teatro de mesa.”

CURITIBA – PR

Três depoimentos, um para cada atividade

1) Susanne Rotermund

“Cantar Histórias, Contar Contigas — Nossa passagem por todos os 04 CMEIS (Centros Municipais de Educação Infantil) de Campo Magro, que acolhem crianças até quatro anos, foi bastante especial. Tivemos uma ótima receptividade de professoras, diretoras e pedagogas, que estiveram sempre presentes durante as vivências com as crianças. As representantes da Secretaria Municipal de Educação, Janete e Amanda, também acompanharam vários momentos de interação com as turmas. Com isso, percebemos o início de um vínculo, um entrelaçamento de intenções e buscas na direção de uma infância mais plena. Efetivamente, criou-se uma ponte com os educadores e a perspectiva de um compartilhamento mais frequente, envolvendo também as famílias e a comunidade do entorno.

É importante destacar que o trabalho foi planejado com cuidado e antecedência, e contou com visitas a cada uma das unidades, a fim de propiciar uma adequada preparação dos encontros. Agradecemos a alegria com que as crianças nos receberam e a oportunidade de um intercâmbio tão vivo com a comunidade escolar.

Um círculo de palavras

Que abraçam.

Soam histórias

De alma para alma,

Alegram.

E anunciam

A surpresa:

Pequenas chamas

Brilham e rebrilham

No raiar de um novo caminho.

2) Susanne Rotermund

“Um dia de tempo para brincar na Escola Municipal Bom Pastor — Os doze alunos do 9º ano da Escola Waldorf Turmalina de Curitiba se dividiram para oferecer quatro atividades diferentes para as crianças desta escola, desde a educação infantil até o quinto ano: brincadeiras de movimento, pintura em aquarela, dobraduras e contação de história com teatrinho de mesa. Procuraram diversos professores de sua escola para se prepararem adequadamente para estas diversas idades. Fizeram isso com muita dedicação! As crianças – ao longo do dia foram em torno de 240 – os receberam com muita expectativa e alegria, voltando para suas casas coradas, felizes e cansadas. Os educadores ficaram encantados, dizendo que se inspiraram muito para as suas próprias aulas! Os alunos do 9º ano se descobriram em seus dons brincantes e educativos e admiraram muito o trabalho de professor.”

Fiquei bem admirada em ver as crianças surpresas, vendo as misturas das cores. Diziam o tempo todo uau!’” Luana Maiara, Luana do 9º ano

3) Dayse Cristina Santiago

“O grupo da Aliança aqui de Curitiba esteve bem motivado para a participação da Semana do Brincar. Nos preparamos desde o início do ano, sempre apontando o que poderíamos fazer e como. Como tínhamos a vontade de ocupar um campinho que há na comunidade, próximo à escola Bom Pastor, pensamos em atividades que pudéssemos brincar ao livre. Daí, surgiu a proposta de confeccionarmos cata-ventos. Tomei a frente da oficina, preparei o material necessário contando com a ajuda de todo grupo.

No dia e hora marcada, percebemos as crianças chegando aos poucos, alguns pais também. Alguns meninos jogavam bola. A proposta iniciava com uma brincadeira de roda, conduzida por mim e meu tambor. Chegamos cantando e as professoras e voluntárias me auxiliaram a montar uma grande roda. Cerca de 30 a 40 crianças participaram desse momento e também outros adultos da comunidade. Foi um momento bem divertido e descontraído. Como estava garoando, acabamos fazendo a roda no ginásio da escola e depois todos foram conduzidos para uma das salas, onde o material da oficina já estava preparado.

Chegamos na sala cantando e logo passamos, no mesmo clima, as orientações da oficina, dividimos a turma em quem faria oficina de pipa e de cata-vento. Grupos divididos, mãos à obra! Foi muito bom ver pais e mães ajudando seus filhos, professores com seus alunos, a criança maior auxiliando a menor, a confeccionarem esse brinquedo tão antigo, tão simples e tão divertido. Foi um momento de troca e aprendizado. Também os ver com sorriso nos olhos quando seu cata-vento, produzido pelas próprias mãos, girava ao vento. Assim que terminavam, já saíam correndo para o pátio para brincar com o brinquedo. Como as atividades não terminariam por ali, nos encontramos quando soltamos bolinhas de sabão gigantes, com o pessoal da pipa, o pessoal do parquinho da escola. Ainda deu para fazer mais uma roda de cantorias, brincadeiras populares, com a participação de professores e crianças da escola. Foi uma experiência bastante feliz e gratificante.”

Sobre a atividade no dia 27 de maio: Oficina de cata-vento com Dayse Santiago na Escola Bom Pastor, Campo Magro

 

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