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Artigo: “Era uma vez a criatividade”, por Ute Creamer

15 de Abril de 2016

Publicado em 15 de maio de 2015
Por Ute Creamer, pedagoga Waldorf, fundadora da Associação Comunitária Monte Azul e fundadora da Aliança pela Infância no Brasil.
Um dia Maria e José encontraram uma enorme rocha no caminho que levava a Belém.  Ela estava no meio da estrada e forçava os viajantes a dar a volta passando pelo mato ou trepar por cima dela. Mas essa rocha tinha uma história especial. Pois, quando foi feita a estrada, sete homens fortes tiveram que usar todas as suas forças para removê-la do seu lugar.
Quando voltaram no dia seguinte, a grande rocha estava no mesmo lugar, assim como se nem tivesse sido movida de lá. E os homens fortes xingaram e reclamaram, cuspiram na mão e refizeram o trabalho de tirá-la do caminho–no outro dia encontraram a pedra novamente no seu velho lugar. Dessa vez os homens xingaram mais ainda que no dia anterior e pela terceira vez tiraram a rocha do caminho, usando todas as suas forças.
Mas quando no dia seguinte viram que a rocha tinha voltado ao seu lugar antigo, como se nunca tivesse sido movida de lá, nenhum deles xingou, mas perguntaram- se o que significaria aquilo. Como não acharam resposta para isso, foram procurar um homem santo que vivia sozinho na floresta, e lhe contaram da rocha que sempre voltava ao mesmo lugar.
O homem santo ouviu com atenção, balançou a cabeça e disse a eles: – Aquele que deverá tirar essa enorme rocha do lugar, ainda não apareceu. Deixem, pois, a rocha onde está, e deixem que aquele que está destinado para isso, a tire do caminho. Os homens fortes obedeceram a sugestão, e assim a enorme rocha continuou no meio do caminho, atrapalhando bastante todos os viajantes.
Maria e José também tiveram que parar ante a rocha. É lógico que José não iria conseguir empurrá-la para o lado, nem mesmo com a ajuda do burrinho. Estando em frente à pedra, pensando no que poderiam fazer, José bateu de leve com seu bastão nela, assim, sem propósito nenhum. Foi somente um toque, mas no mesmo momento a rocha partiu-se em dois pedaços. As duas metades caíram à direita e à esquerda do caminho.
E agora podia-se ver, que a enorme rocha estava cheia de cristais por dentro, que brilhavam maravilhosamente na luz do sol. Um pouco mais tarde o eremita passou por lá. Quando viu a rocha partida e os cristais que brilhavam no seu interior, seus olhos resplandeceram. Aquele que estava destinado a tirar a rocha do caminho, apareceu, – disse e seu coração encheu – se de alegria e esperança.
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