De 23 a 31 de maio, acontece a Semana Mundial do Brincar, com o tema “A potência dos encontros”. Qualquer pessoa pode participar propondo ações gratuitas: brincadeiras, rodas de conversa, intervenções artísticas e outras atividades conectadas ao território. As atividades da SMB podem acontecer em escolas, parques, clubes, praças, bibliotecas, universidades, ruas abertas ou onde mais a criatividade alcançar, desde que sejam espaços seguros e acolhedores para as crianças.
O tema da Semana Mundial do Brincar 2026 também será o tema anual que a Aliança pela Infância celebrará em todas as suas ações ao longo do próximo ano. “A Potência dos Encontros” nos acompanhará em 2026 como um convite e um lembrete: é na convivência que o brincar se torna possível, que as diferenças se transformam em aprendizado e que a diversidade se converte em riqueza. Em cada roda, cada conversa, cada brincadeira, crianças e adultos inventam juntos futuros mais justos e mais pacíficos.
As infâncias acontecem na relação: elas se formam no encontro entre pessoas, territórios, culturas e modos de viver. Nenhuma infância existe sozinha; ela é atravessada por vínculos, presenças e responsabilidades compartilhadas. Reconhecer isso significa olhar para as crianças não pela ótica da falta, mas pela potência que expressam agora, em suas maneiras de brincar, imaginar, experimentar e participar do mundo.
O tema de 2026 afirma que cuidar das infâncias é uma tarefa comum. Implica reconhecer, acolher e promover a diversidade — cultural, social, racial e territorial — e construir relações baseadas na co-imaginação, na escuta, no respeito e no diálogo. Esses elementos compõem uma cultura de paz entendida como um conjunto de valores de convivência, capazes de sustentar o cuidado mútuo e a dignidade das crianças.
É no brincar que essa cultura de convivência se manifesta de forma concreta. Brincar livremente é um gesto de encontro: uma prática que cria laços, negocia regras, aprende diferenças e inventa mundos possíveis. Quando brincam juntas, as crianças exercitam o diálogo, a cooperação, a escuta e a imaginação — habilidades que fundamentam relações mais pacíficas, participativas e igualitárias.
Assim, o tema nos convida a fortalecer condições coletivas para nutrir as potências das infâncias no presente. Ao colocar o senso de comunidade no centro, lembramos que são as relações, os gestos compartilhados, os espaços de convivência e as oportunidades de brincar que criam um ambiente fértil para proteger, nutrir e celebrar as múltiplas infâncias que existem no Brasil.