03.02.2010
Relatório de monitoramento Global da UNESCO aponta que a educação brasileira piorou nos últimos anos
por: Campanha Nacional pelo Direito à educação
Brasil cai oito posições em ranking da Unesco
Queda foi apontada no Relatório de Monitoramento Global divulgado em janeiro. Versão brasileira será lançada em abril durante a Semana de Ação Mundial
De acordo com o “Relatório de Monitoramento Global: alcançando os marginalizados”, lançado pela Unesco em 19 de janeiro, o fraco desempenho do Brasil na condução das políticas educacionais nos últimos anos levou o país a cair oito posições num ranking de 160 nações, se comparado ao balanço divulgado em 2008. O Brasil está na 88ª posição sendo que em 2008 ocupava a 80ª.
O documento revela que o país tem o maior número de crianças sem acesso à escola na região do Caribe e América Latina. No comparativo mundial o Brasil é a 12a nação com população infantil em idade escolar não atendida. Outro dado aponta que a taxa brasileira de repetência no ensino fundamental é bem superior à média dos demais países da região: 19% contra 4%. Os poucos aspectos avaliados como positivos ficaram por conta da implementação dos programas Bolsa Família, Fome Zero e Brasil Alfabetizado.
A pesquisa é elaborada por uma equipe independente e publicada pela Unesco. Ela avalia os progressos realizados mundialmente para o alcance dos seis objetivos de EPT (Educação para Todos) fixados em 2000, em Dacar, no Senegal. O EPT é um compromisso assumido por mais de 160 países.
O escritório nacional da Unesco lançará o Relatório Brasil de Monitoramento Educação para Todos 2010 durante a Semana de Ação Mundial, coordenada no Brasil pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A pesquisa nacional trará mais detalhes a respeito da situação da educação brasileira. Anexado à publicação nacional a Unesco incluirá um CD com a versão global do balanço traduzida para o português. As edições disponíveis no momento estão em inglês, francês e espanhol (veja).
Metas fora de alcance – O documento global alerta que se a educação não se tornar uma prioridade mundial as metas de Dacar não serão cumpridas. Atualmente, 72 milhões de crianças em idade escolar e 71 milhões de adolescentes continuam fora da escola no mundo todo. A persistirem as tendências atuais, em 2015 haverá ainda cerca de 56 milhões de crianças fora da escola. Além disso, pouco se avançou para reduzir o analfabetismo entre os adultos: ainda há 759 milhões de adultos no mundo que não sabem ler nem escrever, dos quais dois terços são mulheres.
Fonte: Boletim da Campanha Nacional pelo Direto à Educação divulgado em 03 de fevereiro de 2010.
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