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Tempo de Brincar lança álbum para os pequenos no Sesc


O musical inspirado na mitologia afro-brasileira, Ciranda dos Orixás, apresenta canções originais que fazem uma homenagem aos orixás e aos cânticos e ritmos de tradições e matrizes africanas. O espetáculo acontece nos dias 8, 9, 15 e 16 de julho, às 12h, no Teatro do Sesc Pompeia.

Ciranda dos Orixás, que traz 12 faixas, brinca com uma variedade de ritmos como o afoxé, o maxixe, o tambú, o samba de umbigada e a ciranda em arranjos vocais e instrumentais para viola caipira, violão, flauta, sax, e percussão, propondo ao público conhecer a riqueza dessa cultura ancestral em diálogo com a linguagem contemporânea.

“Os arranjos de percussão foram criados pelo músico Barba Marques e dão o tom lúdico junto das melodias com arranjos para viola caipira, acordeom, e vários instrumentos de cordas e sopros”, explica Valter Silva.

Os orixás são manifestações da natureza para o povo yorubá: é o mar, o rio, as matas, o céu, a terra, a chuva, o arco-íris. São infinitos os orixás, tantas possíveis combinações entre um elemento e outro. Cultuados no Brasil, os orixás e manifestações similares como voduns (Fon) e inquices (Angola/ Congo) são parte de um gigante legado cultural e humano de povos da África.

É nesse universo que transita o quinto álbum do grupo Tempo de Brincar, companhia criada há mais de uma década pelo músico e compositor Valter Silva e pela artista visual e atriz Elaine Buzato. O trabalho atual é fruto do compromisso da companhia com a pesquisa, seja por meio das referências, ou na imersão da dupla por diversos estados e comunidades do Brasil.

Descrevendo poeticamente as relações entre os orixás e os elementos da natureza, narrando cenas de festas tradicionais e brincadeiras populares, as letras de Valter Silva são como os orìkís – poemas, textos, rituais ancestrais, que narram à história de determinada divindade.

“Mas não estamos tratando de crença, até porque o que se chama de religiões afro-brasileiras não obedece à lógica de outras liturgias religiosas que estão ligadas aos escritos, a uma liturgia ocidental, com caráter de doutrinação. Estamos falando de cultura, de influência, de diversidade, desse universo mítico e simbólico que também é o universo da linguagem da infância”, explica Elaine Buzato, diretora de arte e de música da companhia.
Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=vadDUanMr5M

Ritmo e cores em celebração

As composições e arranjos levam a um passeio pelos interiores do Brasil como em Tambu pro Saci, música que traz referências ao grupo de batuque de umbigada de Tietê/Piracicaba/ Capivari – região próxima a Sorocaba, interior de São Paulo, onde está a sede do Tempo de Brincar.

No Jongo para São Benedito, o ritmo de palmas convida para a brincadeira, criando um cenário de roça de café. No ritmo de maxixe, a faixa Saudação aos Orixás é um trava língua sonoro que se constrói com as saudações cantadas pelo coro infantil. Na canção Oxumaré, o ciclo da água na terra aparece na letra que se repete e vai mudando de tom, como se fosse subindo em cada cor do arco-íris, contando a história dessa divindade que também é simbolizada pela cobra e faz a união entre dois planos.

O material gráfico criado por Elaine Buzato tem um cuidadoso tratamento artesanal com delicadas ilustrações feitas em cabaças. Para a cultura iorubá, esse elemento tão importante para construir ritmos, cuias, representa também o mundo. Uma cabaça aberta em duas partes carrega o òrun e o àiyé – o céu e a terra.

Com este trabalho, a companhia Tempo de Brincar dá mais um passo em direção à sua linguagem do afeto que tenta, de forma lúdica e sem preconceitos, estimular o aprendizado pela diferença e o interesse por outras culturas.

Faixas
1-Saudações aos Orixás
2-Orixás e a natureza
3-Amor e Oxum
4-Oxóssi
5-Oxumaré
6-Jongo de São Benedito
7-Atotô Obaluaiê
8-São Jorge, Ogum
9-Ibeji Omodé
10-O menino e a Sereia
11-Tambu pro Saci
12-Ciranda dos Orixás

Ficha técnica
Valter Silva: composições, direção musical, voz, violão e arranjos
Barba Marques: arranjos para percussão: Agogô, Caxixí, Congas, Pios, Pandeirão, Pandeiro, Mineiro, Pau de chuva, Sementes, Calimba, Vaso, Alfaia, Caixa de ciranda, Triangulo, Matracas.
Júlio Paz: direção musical, piano, tuba (sampler), efeitos, arranjos e vocal.
Elaine Buzato: voz, direção musical, flauta transversal e pífano.
Zeca Collares: viola caipira.
Diego Garbin: trompete
Beto Correa : acordeon
Marcel Bottaro: contrabaixo acústico.
Bruno Pereira: trombone.
Luiz Antony: violoncelo e rabeca.
Marco Correa: percussão: agogô, caixinha, alfaia, mineiro.
Alexander Souza: saxofone, piccolo e flauta transversal.
Coro das Crianças: Beatriz Buzato, Maria Clara Leite, Sofia Moris, Maria Luiza, Júlia Paz.
Coro dos marmanjos: Neide Buzato, Elaine Buzato, José Simonetti, Valter Silva, Júlio Paz.
Participações Especiais: Inaicyra Falcão, Mariana Buzato.
Gravação, Mixagem e Masterização: JCP Estúdio / Sorocaba – SP / Voz Inaicyra Falcão gravada no Estúdio Cachuera / SP.
Encarte: Ilustrações, bordados, concepção e direção de arte de Elaine Buzato
Fotografia: Ricardo Camargo.
Arte do encarte: Leonardo Galepp
Consultoria em comunicação e texto: Marcelo de Troi.

Serviço:
Tempo de Brincar – lançamento do álbum Ciranda dos Orixás
Dias 8, 9, 15 e 16 de julho de 2017. Sábados e domingos, às 12h.

Teatro
*O Teatro do Sesc Pompeia possui duas plateias (lados par e ímpar) e galerias superiores não numeradas. Por motivo de segurança, não é permitida a permanência nas galerias, de menores de 12 anos, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis.

Ingressos: R$5 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$8,50 (credenciado*/usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$17 (inteira). Crianças até 12 anos não pagam.
Classificação indicativa: Livre.

Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia

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